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terça-feira, 22 de abril de 2008

Equipe de rapel passa por um grande susto na Serra Barriguda

Nunca a primeira maravilha do RN foi tão observada pelos alexandrienses, que ocuparam postos estratégicos com binóculos e lunetas para assistirem à equipe Rapel & Trilha, de Mossoró, descer pela enorme formação rochosa do nosso cartão postal.

A princípio, seria uma descida sem muitos problemas, mas não foi o que reservou o percurso com muitos obstáculos que prendeu os rapelistas por 5 horas no paredão rochoso com uma temperatura de 50 graus e sem água.

Nessa foto você acompanha a trajetória dos quatro pontos de dificuldades. No primeiro ponto estava montada a base de onde os quatro rapelistas desceram e onde estava a equipe de apoio.

No segundo ponto a primeira dificuldade. Juremas enormes (arvores cobertas de espinhos) dificultaram a passagem onde a trilha foi feita a braço e, além de enroscar a corda, poderia ocasionar riscos de rompimento pelo atrito com os espinhos.

No terceiro ponto a mesa situação com as árvores, mas o grande problema que poderia ter ocasionado uma tragédia foi no quarto ponto, que anteriormente poderia ser de dificuldades, mas terminou sendo a salvação dos rapelistas.

Uma saliência na rocha de dois metros, a 70 metros da terra firme, foi o ponto de apoio que salvou a equipe de problemas mais sérios. O primeiro rapelista a descer, por volta das 10 horas, foi Rosemberg Medeiros. Devido às saliências na rocha e às árvores, a corda que ele descia formou um enorme bolo de nós na ponta, causando um grande esforço físico devido o peso quando ele puxava para fazer a descida. A cinco metros da saliência o rapelista ficou preso sem poder subir e descer (foto).

“Bateu um desespero, eu olhava para a saliência onde poderia parar e descansar e não podia descer. Os braços e as pernas estavam sem força na tentativa de desfazer o bolo de nós e o calor era insuportável” – relatou Rosemberg.

Somente por volta do meio dia é que o instrutor do grupo, Walmir Carlos, de 64 anos, conseguiu chegar numa segunda corda onde estava o companheiro e o mesmo problema ocorreu com ele. Por sorte e perícia, Walrmir conseguiu chegar à saliência. O momento crítico foi o companheiro preso na sua corda passar para a segunda corda, o que compreendia muito esforço físico e a troca de alguns equipamentos de segurança e que ele teria que fazê-lo sozinho, pois era arriscado os dois ficarem na mesma corda. Mas, felizmente Rosemberg conseguiu.

Somente por volta de 1 hora da tarde é que os outros dois dos rapelistas conseguiram chegar a saliência (ponto quatro) para ajudar os companheiros a desvencilhar dos nós na corda com mais de 200 metros para terminar a descida. Já estavam sem água (esperavam que a descida durasse apenas uma hora e meia) e o calor no local era insuportável. Apenas às 2h30 horas da tarde conseguiram descer.

A população percebia que os mesmos estavam com problemas sérios. A equipe de apoio estava no pé da serra, junto com alguns curiosos, mas não podia fazer nada.

“Essa aventura vai ficar marcada em nossas vidas, depois de superado o susto, quem sabe, um dia, desceremos a serra novamente” – concluíram.

Participou do grupo como equipe de apoio, Caio Fabrício, Kadja Mayre, Adriana Barbália e Mikaele.

As fotos já estão no Clik Eventos do site arquivovip.com

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