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domingo, 21 de outubro de 2012

A quem interessar possa


Eu não devo satisfação a ninguém. A não ser aos nossos patrocinadores e ao elenco do filme. Mas, algumas pessoas invejosas, incapazes e de língua afiada, tentam denegrir a minha imagem.

Nunca enganei ninguém. Desafio que alguém tenha batido a minha porta cobrando algo que lhe devo. Golpe? Não combina com a minha personalidade. O pouco que tenho é fruto do suor meu trabalho. O meu carro - que as más línguas dizem que comprei com o dinheiro do filme - pago as prestações rigorosamente de um consórcio que fiz no Banco do Brasil. Graças a Deus, hoje trabalho no ITEP e o que ganho, afora as minhas virações, ainda me sobra muito para fazer o que gosto, inclusive filmes. Mesmo que isso me custe adiar um projeto de vida, como o meu casamento, por ter que cobrir as despesas que ficaram deste último trabalho.

O meu desabafo aqui é apenas para esclarecer as pessoas de bem que de tanto escutarem asneiras, possam acreditar nessas bobagens. Essas pessoas que nunca compraram um DVD original e não sabem do que passamos para realizar esse trabalho com poucos recursos, são, na verdade, interesseiras e improdutivas, por isso desconfiam de todos os que fazem um trabalho cultural ou social sem fins lucrativos.

Eu já realizei a prestação de contas, centavo por centavo, com as pessoas do elenco principal do filme. Tivemos uma despesa no último filme de R$ 23.026,00 e uma receita de R$ 15.148,00. Somamos com a venda de DVDs R$ 5.360,00, ainda tivemos um saldo negativo de R$ 2.518,00. Da receita, ainda falta recebermos de patrocínios que não foram cumpridos um valor de R$ 3.000,00.

Para chegar à qualidade desse segundo filme adquirimos equipamentos profissionais como uma câmera Ful HD, e eu não estou falando de máquinas caseiras que gravam em HD, estou falando de uma máquina que custou R$ 11.600,00 em junho do ano passado (Panasonic HMC 180). Tivemos que ampliar, ou melhor, adquirir um novo estúdio de edição para a exportação de imagens Ful HD. Nós não temos varinha mágica para adquirir tudo isso sem custo, a exemplo da confecção dos DVDs. Se fossemos buscar um estúdio profissional para gravação e edição do filme o valor triplicaria. Graças a Deus tenho capacidade para realizar o trabalho e os equipamentos adquiridos são bens da Barriguda Filmes para futuras produções.

Eu não tenho caráter para enganar ninguém. Lamento que o elenco do filme não tenha um salário definido para trabalhar. Eu também queria ter o prazer de lucrar com esse grande trabalho merecido. Mas, infelizmente, o seu sucesso não o transforma em renda, porque não existe bilheteria. Também digo que é pura mentira que os principais atores do elenco saíram de mãos vazias. Só não receberam o que mereciam, porque se eu fosse pagar não fazia o filme. Para se ter uma ideia, na primeira semana que o filme começou a ser vendido e distribuído no Instituto Zulmirinha Veras para quem foi assistir a estreia, enquanto vendemos 14 DVDs, somente na banca de um senhor que vende no beco do Açougue, comercializou 200 DVDs piratas em um único sábado.

Não ludibriei, não enganei ninguém do elenco. Todos foram convocados antecipadamente para tomar conhecimento da situação. Era jogo aberto. Centavo de receita, centavo de despesa foram prestados conta. Todos são cientes de que realizei uma reunião e disse que aqueles que quisessem enfrentar um novo trabalho para aventurar uma possível renda que seria distribuída entre todos, depois de serem cobertas as despesas, eram bem vindos, quem não quisesse participar nessas condições poderia se sentir a vontade para sair. Desafio quem disser que eu estou mentindo. A minha vontade de valorizar os frutos da terra é mais forte e tento continuar com o elenco que deu o pontapé inicial. Hoje, depois do sucesso que alcançamos, são dezenas de pessoas querendo participar, daqui e de outros municípios, alguns até com mais experiência. Tem pessoas de fora que estão até pagando para ter uma ponta no filme (caso de Alessando da New Line e Sousa/PB). Portanto não me venham com hipocrisias. Bastava apenas que 1.500 pessoas comprassem o filme original aqui em Alexandria. Que alguns comerciantes, devido o fraco comércio não poderem contribuir com uma certa quantidade em dinheiro, comprassem 20, 30 ou 50 DVDs para distribuir com seus funcionários ou fazer sorteios com seus clientes. Filhos de Alexandria que moram fora e são bem bem-sucedidos, comprassem alguns DVDs para distribuírem em terras distantes para divulgar ainda mais o nome da cidade. Aqui na terrinha, foram vendidos apenas 257 DVDs. 

Eu trouxe para Alexandria e região uma oportunidade para muitos que eram anônimos, que vão deixar a sua marca e vão ser lembrados para sempre. Quem sai de Alexandria sabe o quanto são valorizados. Eu fiz com que o nome de Alexandria fosse conhecido na maioria desses lares do Brasil. Isso não é para me vangloriar, até porque os que aparecem são os que fazem os personagens. Eu digo isso porque Alexandria precisa valorizar mais um trabalho grandioso que representa a todos, até aqueles que não querem aceitar.

Para finalizar quero dizer que essas conversas com o intuito de manchar o meu nome, já que não conseguem e têm que engolir o sucesso por onde o filme passa, não me atingem. As pessoas de bem conhecem a minha personalidade. 

Se a minha intensão fosse, principalmente o lucro com esse trabalho, fiquem certos que esse filme não seria mais de Alexandria. Temos um grupo de 4 empresários que querem que a próxima produção seja feita em Sousa/PB. Querem me pagar para fazer o filme, querem que Inácio Garapa agora seja de Sousa. Estou relutando porque amo a minha terra, porque o meu projeto para Alexandria é bem maior. Mas, se Alexandria não quiser Inácio Garapa, o nosso trabalho já está consolidado e ele terá abrigo em muitos lugares. Lamento ter que externar tudo isso, pois vai ser comentado por aí a fora, e se constituirá em um ponto negativo para nossa cidade tão penalizada, tão ingrata com a nossa cultura. Já é triste as entrevistas realizadas para jornais e televisões quando nos perguntam a contribuição das autoridades constituídas,  temos que dizer que não existiu. os próprios entrevistadores ficam descrédulos.

Essa postagem é para os amigos e aqueles que sabem valorizar o que é da terra e conhecem um pouco do que atravessamos para promover a cultura local e descobrir talentos.

2 comentários:

Gustavo disse...

J Gomes, para um trabalho que tem como mira o público em geral, sempre vai haver criticas sadias ou não, enquanto artistas, devemos nos acostumar. Ademais, parabéns pelo seu Trabalho que revela uma nova linha de cultura para nossa cidade. É gratificante morar em outras cidades e poder ouvir daqueles que perguntam sua origem, e quando vc responde que é de Alexandria, logo lembram de sua obra: "Ahh, então vc é da terra de Inácio Garapa". Interessante que antes se espantavam com a famosa violência de Alexandria, e hoje, esta fama foi acobertada por uma das artes mais apreciadas no mundo.

J. Gomes disse...

Obrigado Gustavo. Quiz apenas esclarecer que não estou usando as pessoas que fazem parte deste projeto em benefício financeiro próprio.