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terça-feira, 29 de maio de 2012

Maior algoz de Demóstenes é o ex-Demóstenes

Demóstenes Torres apresenta sua defesa perante o Conselho de Ética do Senado. Tenta convencer os colegas de que não há razões que justifiquem a poda do seu mandato por falta de decoro. É o que se pode chamar de missão impossível.

Autoconvertido em ex-Demóstenes, o senador tem diante de si um algoz de respeito: seu predescessor. Em dezembro de 2007, ainda na pele de Demóstenes, o agora acusado foi um julgador implacável de Renan Calheiros. Ao manifestar-se sobre o pedido de cassação do colega, soou assim no Conselho de Ética:

“Não me venham com a história de que meros indícios ou de que apenas indícios não são suficientes para ensejar uma condenação. São sim! O Código de Processo Penal tem um Capítulo – ‘Dos Indícios’ – com um artigo que dispõe claramente a respeito do tema. E os indícios levantados pelo senador Jefferson Peres são mais que suficientes para provar que o senador Renan Calheiros quebrou o decoro parlamentar.”

Se aplicasse ao caso do ex-Demóstenes o rigor preconizado por Demóstenes, o senador diria em sua defesa algo assim: “Tornei-me indefensável, excelências. No espelho, vejo o sentimento de culpa. Trago o indecoroso dentro de mim. Pergunto-me: o que foi que eu fiz? E não me respondo, porque agora sei que não devo conversar com qualquer um. Rogo-lhes: ouçam o Demóstenes. Abundam os indícios. Cassem o ex-Demóstenes.”
(Josias de Sousa)

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