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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Da coluna de Josias de Sousa

Ganhou contornos de cruzada o esforço de Iriny Lopes, ministra-chefe da Secretaria de Políticas para Mulheres, para tirar do ar campanha estrelada por Gisele Bündchen.

Nesta quinta (29), foram pendurados no site oficial da pasta dois artigos contendo duros ataques às peças publicitárias da fábrica de lingeries Hope.

Um deles é assinado por Carmen Hein de Campos, coordenadora nacional do Cladem (Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher).

Carmen tacha de “sexista” a propaganda da Hope. A certa altura, anota:

“Uma mulher infantilizada e dependente (representada por Gisele Bündchen) é ‘ensinada’ que, para tratar com marido sobre o fato de ter batido o carro, ou excedido o cartão de crédito, a melhor forma é ficar de calcinha e sutiã.”

Para a autora, a agência publictária responsável pela campanha “talvez não esteja informada que as mulheres representam hoje mais de 30% das chefias de famílias.”

Afirma que “retirar do ar a propaganda é uma demonstração de respeito às mulheres e reconhecimento que mais não suportamos ser tratadas como objetos ou estereotipadas em comerciais.”

Em reforço ao seu raciocínio, Carmen empurra Dilma Rousseff para dentro da argumentação:
“As mulheres brasileiras elegeram a primeira presidenta do país, que fez história ao abrir, pela primeira vez, uma reunião das Nações Unidas discursando sobre a igualdade de gênero e questões sérias vivenciadas pelos povos no mundo.”

O segundo artigo veiculado no site da pasta dirigida por Iriny é assinado por Lícia Peres, identificada como “socióloga”.

Anota que anota que a campanha “protagonizada pela modelo internacional Gisele Bündchen […] reforça a visão estereotipada de que a mulher brasileira tem no corpo seu único atributo a merecer valor.”

Para ela, a campanha da Hope “é altamente discriminatória.” Por quê? “Infantiliza a figura feminina, reforça estereótipos que o cotidiano das mulheres desmente…”

“…Está totalmente na contramão da história e da contemporaneidade.”

Antes de veicular os dois artigos, a pasta de Iriny havia divulgado uma nota oficial. No texto, informara-se sobre a expedição de dois ofícios da ministra.

Num, Iriny requereu ao Conar (Conselho Brasilero de Auto-Regulamentação Publicitária) a retirada da campanha da Hope do ar. Abriu-se um processo. nesta quinta (29).

Noutro, a ministra manifestou seu “repúdio” a Sylvio Korytowski, diretor da Hope. Por ora, Gisele continua no ar.

A cruzada de Iriny logrou, por ora, tonificar a visibilidade dos comerciais que a ministra deseja censurar. 

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