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terça-feira, 24 de maio de 2011

Toda unanimidade é burra

O Faustão fez a enquete, a professora Amanda Gurgel, a nova “heroína” da Educação, bombou: 98% dos entrevistados aprovaram o seu discurso em defesa do ensino público de qualidade.

Ainda bem que não fechou os 100%. “Toda unanimidade é burra”, como asseverou Nelson Rodrigues. Realmente, é burrice seguir o impulso de alguma coisa – ou de momento – sem estabelecer o contraditório. É importante ter o discernimento do direito de questionar, de ter opinião.

Mas, no caso da professora Amanda, questioná-la é quase uma prática suicida, ou, no mínimo, candidato a inimigo número 1 da nação anestesiada por um discurso politicamente correto.

Quem teria a coragem, senão a própria Amanda, de dizer que ela “escondeu” um dos seus contracheques e apresentou o único de R$ 930,00 que ganha do Estado? O salário de R$ 1.217,00, como professora do Município de Natal, não foi revelado por ela, que preferiu reclamar – com razão – a migalha que recebe do Estado, ao invés de assumir o valor de sua renda mental: R$ 2.147,00. Muito pouco, porém, verdadeiro.

Quem teria coragem, também, senão a própria Amanda, de questionar a ausência dela na sala de aula, há mais de um ano, devido a uma depressão, oficializada em atestado médico? Ninguém ousaria a fazer uma crítica, menor que fosse.

A professora alcançou o degrau de cima, inatingível. Portanto, questioná-lo é quase um crime. Ainda bem que o ser humano é suscetível de aperfeiçoamento. Até a própria frase de Nelson Rodrigues tem a autoria questionada. Há quem advogue que ela foi dita por Rudolph Hess, quando Adolph Hitler se intitulou “Fuher” e todos concordaram. Realmente, toda unanimidade é burra.
(Fonte: Coluna de César Santos)

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