domingo, 1 de junho de 2008

Chega de impostos e ineficiência

O deputado Aristodemo Pinotti (DEM-SP), solta o verbo sobre a PEC que cria mais um imposto. Veja trechos do Congresso em Foco.

Dominado pela lógica do capitalismo, sem sensibilidade social, o governo quer recriar a CPMF, claro que com outro nome (CCS – Contribuição Social de Saúde), quando a carga tributária no país já ultrapassou todos os limites do suportável. O povo brasileiro paga percentual de impostos igual ao dos escandinavos, que suportam a maior carga fiscal do planeta, mas têm em troca cidadania plena e garantida, enquanto aqui, se a quisermos, precisamos adquiri-la novamente no mercado.

Tudo isso por conta de uma gestão perdulária, ineficiente e de uma submissão acrítica ao poder do capital que nos obriga a pagar juros fabulosos de uma dívida que há 13 anos era de R$ 62 bilhões e que hoje, passa de R$ 1 trilhão e cujos interesses só servem para engordar os lucros obscenos dos banqueiros.

Sem qualquer escrúpulo, o Executivo quer criar esse novo imposto com as mãos da Câmara dos Deputados, deixando, como de hábito, o papel de mocinho para o Senado e para ele próprio.

Fica claro que saúde não é prioridade para o Governo Federal, mas apenas uma desculpa para a criação de impostos, pois, além de todas as demonstrações anteriores, recentemente o governo definiu a desoneração da indústria (R$ 24 bilhões) e o Fundo Soberano (R$ 20 bilhões) e não nos pediu para indicar fontes.

Não indicamos fontes para os 12% dos Estados e os 15% dos municípios vinculados à saúde e religiosamente seguidos pelos últimos. Também não nos pediram fontes para usar R$ 136 bilhões dos nossos impostos para o pagamento dos juros. Pelo contrário, o governo, quando realmente deseja, cria os artifícios necessários para fazê-lo tirando sem constrangimento recursos da saúde e da educação para isso. Além do mais, no próximo ano, precisaremos de R$ 10 bilhões a mais, e este ano o superávit de arrecadação de impostos está em R$ 33,6 bilhões de reais somente de janeiro a abril.

Está na hora de pôr fim a novos impostos, descentralizar e modernizar a gestão da saúde e exigir eficiência

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