Hoje presenciei a revolta de alguns proprietários de veículos que foram cadastrados no início do ano para fazer o transporte escolar dos estudantes da rede estadual de ensino. Estão desde o início do ano sem receber uma pataca. Os postos já não mais fornecem o combustível e a parada do transporte a partir de segunda-feira, quando acontece o retorno as aulas, parece ser inevitável.
Guida, viúva de Justino Teles, que transporta os estudantes da região do Casteliano, disse que chegou a vender um boi para manter o compromisso em dia com os postos de combustível.
Veja o que disse o Secretário adjunto de Educação, Marino Alves, em entrevista concedida a esse blogueiro no dia 25 de julho:
Algum motivo que eu não sei explicar, não foi feito à licitação do transporte escolar. Então não podíamos pagar uma empresa sem que haja licitação e só podemos indenizar depois que houver a licitação pra saber, exatamente, o preço justo para o qual nós vamos pagar. Então com a licitação feita, eu não sei quando foi feita porque eu não tenho esses dados aqui, aí nós vamos poder indenizar os transportadores durante o mês de fevereiro pra cá sem problema nenhum. Isso aí é uma prática legal que não podemos fazer diferente. Eu não posso hoje pagar, por exemplo, R$ 2 ou R$ 3 reais por um aluno se eu não sei na licitação quanto foi. Então estaria beneficiando ou prejudicando alguém. No momento que for concluída a licitação com os valores eu tenho como pagar legalmente a quem prestou serviço até hoje.
Pelo que disse o secretário, depois de todo processo de licitação, que ninguém sabe quando isso vai ocorrer, é que vão indenizar os transportadores dos estudantes. Os proprietários de veículos cadastrados estão no prejuízo, mas os mais prejudicados são os estudantes. O início das aulas será segunda-feira, será que vai ser feito alguma coisa?
Explicações:
Para que os nossos webleitores entendam essa celeuma toda, vamos às explicações: No início do ano, o Secretario Municipal de Educação, Washington Barbosa, foi surpreendido com uma notificação da DIRED de Pau dos Ferros, de que o convênio firmado entre o estado e a secretaria de educação não seria mais assinado. O comando do transporte escolar passou para as mãos de políticos que fazem oposição ao Governo Municipal. Foi feito o cadastro e a vistoria dos veículos no Detran, além das promessas de que não havia mais atraso no repasse.
O que mais me surpreendeu, foi em abril, o secretário Washington Barbosa me dizer que recebeu uma ligação da Secretaria de Educação do Estado, indagando, se o município não mais iria firmar o convênio para o transporte escolar, o que deixa a entender que essa decisão anterior foi meramente política. Por outro lado parece que o município entendeu que foi melhor se livrar da batata quente, já que existiam atrasos nos repasses por parte do Governo do Estado e o prefeito Alberto Patrício era duramente criticado pela oposição, principalmente na Câmara Municipal.
Moral da história: o problema agora arde nas mãos da oposição, e que problemão. Se antes o atraso acontecia, mas não por tantos meses, o município tinha meios de resolver, agora, pelo que disse o Secretário adjunto de Educação, Marino Alves, a coisa está feia.
Guida, viúva de Justino Teles, que transporta os estudantes da região do Casteliano, disse que chegou a vender um boi para manter o compromisso em dia com os postos de combustível.
Veja o que disse o Secretário adjunto de Educação, Marino Alves, em entrevista concedida a esse blogueiro no dia 25 de julho:
Algum motivo que eu não sei explicar, não foi feito à licitação do transporte escolar. Então não podíamos pagar uma empresa sem que haja licitação e só podemos indenizar depois que houver a licitação pra saber, exatamente, o preço justo para o qual nós vamos pagar. Então com a licitação feita, eu não sei quando foi feita porque eu não tenho esses dados aqui, aí nós vamos poder indenizar os transportadores durante o mês de fevereiro pra cá sem problema nenhum. Isso aí é uma prática legal que não podemos fazer diferente. Eu não posso hoje pagar, por exemplo, R$ 2 ou R$ 3 reais por um aluno se eu não sei na licitação quanto foi. Então estaria beneficiando ou prejudicando alguém. No momento que for concluída a licitação com os valores eu tenho como pagar legalmente a quem prestou serviço até hoje.
Pelo que disse o secretário, depois de todo processo de licitação, que ninguém sabe quando isso vai ocorrer, é que vão indenizar os transportadores dos estudantes. Os proprietários de veículos cadastrados estão no prejuízo, mas os mais prejudicados são os estudantes. O início das aulas será segunda-feira, será que vai ser feito alguma coisa?
Explicações:
Para que os nossos webleitores entendam essa celeuma toda, vamos às explicações: No início do ano, o Secretario Municipal de Educação, Washington Barbosa, foi surpreendido com uma notificação da DIRED de Pau dos Ferros, de que o convênio firmado entre o estado e a secretaria de educação não seria mais assinado. O comando do transporte escolar passou para as mãos de políticos que fazem oposição ao Governo Municipal. Foi feito o cadastro e a vistoria dos veículos no Detran, além das promessas de que não havia mais atraso no repasse.
O que mais me surpreendeu, foi em abril, o secretário Washington Barbosa me dizer que recebeu uma ligação da Secretaria de Educação do Estado, indagando, se o município não mais iria firmar o convênio para o transporte escolar, o que deixa a entender que essa decisão anterior foi meramente política. Por outro lado parece que o município entendeu que foi melhor se livrar da batata quente, já que existiam atrasos nos repasses por parte do Governo do Estado e o prefeito Alberto Patrício era duramente criticado pela oposição, principalmente na Câmara Municipal.
Moral da história: o problema agora arde nas mãos da oposição, e que problemão. Se antes o atraso acontecia, mas não por tantos meses, o município tinha meios de resolver, agora, pelo que disse o Secretário adjunto de Educação, Marino Alves, a coisa está feia.
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