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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

José Maria: “Não sou o culpado por Alexandria perder 50 casas populares”



O vereador Suê, acendeu o pavio de uma discussão que promete render. O Edil disse que intermediou junto ao prefeito Nei Rossato e o presidente da Colônia de Pescadores de Alexandria, José Maria, para que fosse feita a doação de um terreno por parte do município para construção de 50 casas populares. O prazo inspirou e os pescadores ficaram no sonho da casa própria.

Entenda o caso
Em março de 2013, o presidente da Colônia de Pescadores de Alexandria, José Maria, foi convidado para uma audiência em Natal com o presidente da Confederação Nacional dos Pescadores, Abraão Lincoln, para tomar conhecimento do projeto que destinou 15 mil moradias para o Rio Grande do Norte para os pescadores cadastrados. Destas 15 mil casas, 50 seriam destinadas para o município de Alexandria.

José Maria: "Eu não sou o culpado"
A contrapartida seria a doação de um terreno medindo 1,5 hectares pelo município beneficiado. As moradias seriam entregues aos pescadores que iriam pagar 4% do valor, R$ 1.770,00 divididos em quatro parcelas anuais de R$ 285,00. O ofício de nº 04/2013, em nome da Colônia de Pescadores de Alexandria, foi redigido no dia 7 de maio deste. Segundo José Maria, ele foi o encarregado de levar, em mãos, o ofício ao prefeito Nei Rossato solicitando a doação do terreno.

O presidente da Colônia de Pescadores disse que passou a manhã inteira do dia 7 de maio na prefeitura e às duas horas da tarde não havia sido atendido pelo prefeito. Desgostoso, entregou o ofício a um funcionário e pediu que o mesmo chegasse até as mãos de Nei Rossato. “Me senti humilhado. Eu estava lá como presidente da Colônia para trazer um benefício para Alexandria”, desabafou.

Disse não ter recebido uma resposta, apenas o protocolo do recebimento do
Nei Rossato: "Eu não fui procurado"
ofício. Segundo José Maria, em junho, voltou à prefeitura acompanhado do superintendente da Confederação Nacional dos Pescadores, Abraão Júnior. Depois de mais de uma hora de espera foram atendidos pelo secretário de Administração, Aroldo Braga, em um corredor da prefeitura, que se comprometeu a marcar uma nova audiência com prefeito. A referida audiência não foi marcada, afirmou José Maria. “Nem sequer os telefonemas feito por Abraão Júnior, dias depois, foi atendido pelo prefeito. Eu nunca fui chamado para uma conversa e nunca recebi sequer um recado. Desafio qualquer um a dizer o contrário”, afirmou.

José Maria disse à reportagem que fora procurado na sede da Colônia de pescadores pelo ex-vereador Chiquinho Pires e pelo vereador Suê. O presidente da Colônia afirmou que a proposta para ser efetuada a doação do terreno era que Nei Rossato ficasse responsável para entregar metade das casas a pescadores de sua escolha. “Eu não poderia aceitar isso. A seleção é feita pela Confederação dos Pescadores depois de uma triagem rigorosa”, enfatizou José Maria.

No dia 25 de setembro inspirou o prazo para que o terreno fosse doado e a certidão fosse entregue a firma que iria construir as casas. Os pescadores de Alexandria viram ruir o sonho de possuírem a casa própria.

A nossa reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura municipal de Alexandria. A informação que recebemos foi que, somente ontem, o prefeito Nei Rossato tomou conhecimento do vencimento do prazo.

“Fomos informados que há 3 ou quatro meses foi recebido um documento na Prefeitura que informava da verba para a construção de 50 casas populares, entretanto era necessária a doação do terreno por parte da Prefeitura. O Prefeito, após ser procurado pelo Vereador Suê, informou que enviaria o projeto de doação para a câmara municipal, mas gostaria de que uma equipe da Assistência Social da Prefeitura fosse responsável pelo processo de seleção de, pelo menos, 25 dos beneficiários dentre os mais de 200 associados da Colônia de Pescadores. O que ocorreu foi que alguns dias depois de informar essa condição, o presidente da Colônia de Pescadores promoveu um ato político com discursos inflamados contra a atual administração, o que foi entendido como uma não aceitação da proposta e até mesmo uma forma de tentar desgastar todo o trabalho que está sendo realizado e bem aceito pela população. A partir daí Dr. Nei não buscou mais contato e soube hoje da perda dos recursos. O Prefeito lamenta a perda do recurso, mas reforça que não foi por seu interesse, pois em nenhum momento foi procurado pelo Presidente da Colônia de Pescadores.

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