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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Gostei da opinião do jornalista Cesar Santos

A polêmica do momento são as declarações do deputado federal Jair Bolsonaro, do PP do Rio de Janeiro, sobre negros e homossexuais. Ao participar do quadro “O povo quer saber”, do CQC, o parlamentar, que é declaradamente contra negros e gays, respondeu que não discutiria “promiscuidade” ao ser questionado pela cantora Preta Gil sobre o que ele faria se descobrisse que tinha um filho apaixonado por uma negra ou se tivesse um filho homossexual. A resposta, na íntegra: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco, e meus filhos foram muito bem educados e não viveram em um ambiente como, lamentavelmente, é o teu.” Preta reagiu: “Estou passando por um terror.” A partir daí, fechou o tempo. Todos contra Bolsonaro.

As minorias, organizadas, vêm ocupando todos os espaços na tentativa de ampliar o debate sobre o racismo e a homofobia. Correto. O tema precisa ser encarado de cara limpa, sem amarras nem cortinas. Agora, é preciso alertar que não é comum no Brasil conviver com o contraponto. A posição racista e homofóbica vista nas declarações do deputado carioca é polêmica e antipática, porém é a opinião dele sobre o tema delicado.

Observe que Bolsonaro fala respaldado por mais de 120 mil eleitores que o colocaram na Câmara dos Deputados. Ele representa o pensamento dessa parcela de brasileiros. Seu mandato é legítimo. As suas ideias recebem esse respaldo. A polêmica é natural, no entanto a dificuldade de conviver com o contraditório inflama o debate.

É condenável, sim, a postura de Bolsonaro. Porém, não se pode negar que ele coloca a sua posição no centro dos debates, mesmo de forma preconceituosa. Um tapa na cara do falso moralismo de muitos que são politicamente corretos de público, mas que têm outra opinião no privado. Está na hora de debater certos tabus de cara limpa.

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