domingo, 12 de julho de 2009

Folha de São Paulo diz que Temer quer Henrique assumindo ministério

A crise do Senado enfraqueceu o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), mas fortaleceu seu partido na relação com o Planalto e com o PT. O PMDB na Câmara passou a ser o interlocutor prioritário do governo para o apoio da candidatura Dilma Rousseff em 2010, e o do Senado deu a volta por cima com a instalação da CPI da Petrobras, anunciada para a próxima terça-feira.

No governo e no Congresso, o maior atingido individualmente pela crise é Sarney, mas o partido mais prejudicado é o PT. O partido teve uma atuação errática no Senado, ora contra e ora a favor de Sarney, e acabou dividido e fraco. Com a CPI da Petrobras, os petistas poderão ficar a reboque do PMDB.

Um assessor de Lula destaca que os senadores petistas não entenderam o que estava em jogo. Agora, se o PT abandonar Sarney, o PMDB acabará fechando acordo de bastidores com DEM e PSDB, e juntos podem centrar as investigações da CPI da Petrobras em episódios envolvendo petistas.

No governo, a avaliação é de que Sarney deve sobreviver à crise. Assessores de Lula que falaram com ele no final desta semana dizem que Sarney estava disposto a resistir e com melhor ânimo. Segundo governistas, isso se deve a dois motivos: ter conseguido unir PMDB e PT e consolidado alguns apoios no DEM e no PSDB após decidir instalar a CPI da Petrobras.

O PMDB da Câmara cumpre a formalidade de apoiar Sarney, mas ocupando o vácuo de poder deixado por ele, que está concentrado em salvar o cargo de presidente.

Conforme a Folha apurou, o presidente da Câmara, Michel Temer (SP), acelerou negociações com o Planalto para disputar com o PT a vaga do ministro José Múcio (Secretaria das Relações Institucionais). A intenção é obter vaga na coordenação política do governo para o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional).

O candidato que Temer lança para a secretaria é o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), mas sabendo que este prefere disputar a reeleição em 2010.

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