domingo, 19 de abril de 2009

A crise é de todos

Dia desses eu conversava com um amigo que discordava da minha opinião. Para ele a crise era de todos e os municípios teriam de que dividir com a união os custos para conter a “marolinha” (a marolinha foi por minha conta).

Eu pergunto: como tirar de onde não tem? 1.600 prefeituras vivem de pires na mão mendigando junto aos governos dos Estados e da União. Quase 4 mil dependem do FPM como recursos de complementação.

É no município onde tudo começa. É aqui onde eu moro, trabalho, estudo, necessito de educação, saúde e segurança pública. É no município que pago os meus impostos.

Não é hora de discutir se os gestores não realizaram políticas públicas eficazes para desenvolver economicamente o seu município ou se enxugou a máquina pública, se esse país tem hoje 5.561 municípios, muitos deles com uma população abaixo de 3.000 habitantes, o que representa um repasse de receitas para garantir a estrutura governamental desses municípios.

Nesse momento, a hora é de avaliar a crise sem precedentes que esses municípios começam a sofre com a queda da sua principal fonte de arrecadação.

Um ou dois meses de atraso aos fornecedores e funcionários, representa vários meses de arrocho para uma prefeitura por em dia. O temor é que essa crise fique mais perversa se o governo insistir em retirar dos municípios para não tocar em suas reservas que devem estar bem gordas para enfrentar a batalha mais importante para o PT, as eleições do próximo ano.

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