terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Os bastidores políticos são feitos de muita sujeira

Jarbas Vasconcelos (PMDB) detonou o seu partido em entrevista concedida a revista Veja, chamando-o de partido corrupto e acusando o governo Lula de ser conivente. “Não é de hoje que o PMDB tem sido corrupto. Mas o Lula tem sido conivente com a corrupção. Não foi o Lula e o PT que inventaram a corrupção, mas essa tem sido a marca do governo dele, a marca do toma-lá-dá-cá” – voltou a detonar ontem em pronunciamento no Senado.

A resposta do PMDB, através de Michel Temer: “Repudiamos a afirmação que o PMDB é corrupto. A generalidade das afirmações do senador levou à nota da Executiva. Nós não queremos dar relevo a algo que não tem especificidade. Não há intenção de apenar o senador Jarbas”.

A resposta de Jarbas: “Abri o debate. Dei uma entrevista que sei que é polêmica, mas não posso comandar esse processo. Não sou líder, sou um dissidente. Eu ofereci uma peça inicial, não retiro uma vírgula que do que disse. Exigir que apresente uma lista de corruptos não é uma tarefa minha, esse debate não é mais meu”.

Afinal, o que essa lavação de roupa suja deixa transparecer para população?

1º Que Jarbas Vasconcelos sabe muito e que o seu partido não irá puni-lo, mesmo depois de jogar lama no ventilador contra os companheiros e o governo.

2º O PMDB hoje administra um orçamento que é quase um PIB argentino e vive um namoro ardoroso com o PT.

3º Se ficar o dito pelo não dito é porque o que disse Jarbas é uma verdade explícita.

Ou não! Afinal o que é claro na política nem sempre prevalece.

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