Não entendo quando dizem que o Brasil está imune a crises externas e caminha nos trilhos do desenvolvimento, tendo que pagar juros da dívida que consome mais da metade do orçamento executado pela União.
Em matéria de Ozires de Azevedo, professor de direito da UnB e ex-secretário da Receita Federal, esclarece que na execução do Orçamento da União de 2007, consideradas as disponibilidades de recursos, inclusive as decorrentes de empréstimos, 53,21% das aplicações foram para o pagamento dos encargos da dívida, juros e amortizações. É uma realidade deprimente a expressa na política de gastos do governo federal, se considerarmos que à saúde foram destinados 3,49%, à segurança pública 0,40%, à organização agrária 0,31% e à educação 1,74%. A principal aplicação de recursos se concentra no serviço da dívida pública.
Esses dados foram mostrados na reunião do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no dia 8 de abril.
Sei que o atual governo não é o responsável por essa dívida que cresce feito uma bola de neve, mas pelos dados, repito o jargão de um humorista conhecido: “Não me venham com churumelas, mostrando uma realidade inexistente diante destes números que expressam que caminhamos para um país de um PAC e do Bolsa Família, sem reais investimentos na saúde, na segurança e, principalmente, na educação. Para onde caminhamos?
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