quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

História de sofrimento de Marcondes e os quatro filhos vai mais além

Hoje pela manhã voltei à casa de Marcondes Ferreira (ver matéria) para levar ajuda adquirida de doações do Comercial J. Frutas, do amigo Zezinho das verduras e uma feira do Real Supermercado, do amigo Manelzinho, onde fui bem recebido por seu filho Vinícius Emídio.

Entre a alegria dos quatro filhos e com lágrima nos olhos de Marcondes, conversamos mais sobre a sua vida e ele revelou que os seus filhos não estão recebendo de nenhum programa de assistência do Governo Federal, apenas os três mais velhos estão no PETI (Programa de erradicação do Trabalho Infantil).

Eu procurei a Secretária de Assistência Social, Leninha Sarmento, que conhece de perto a história de Marcondes. Segundo as informações repassadas por ela, Maria de Fátimas, mãe dos meninos, procurou a secretaria para renovar o cartão do Bolsa Família e recebeu a informação das assistentes que ela não teria mais o direto, porque já tinha residência fixa em Caraúbas, onde nesse período, de posse do cartão, recebia o benefício dos filhos e não repassava. Foi feito uma transferência para ela, que tem o direito de receber os R$ 58 básico do programa e foi feito um novo cadastro para os meninos em nome de Marcondes, que por receber R$ 220 de salário de gari, não tem direito ao básico, mas pode receber as variáveis de três filhos (R$ 18) que somam R$ 54 reais.

O problema é que o processo demora (já faz dois meses) e o PETI, onde esta inscrita a mais velha (com permissão da companhia de dois irmão por causa da merenda) está de recesso. A família sobrevive apenas com uma renda de R$ 120, já que Marcondes para o aluguel de R$ 100 de uma casinha em que vive com os filhos. O seu bem imóvel mais valioso é uma velha moto, adquirida há muito tempo, para conduzir os filhos à escola e ao PETI.

O estrago deixado pela ex-mulher foi bem maior. Segundo Marcondes, que não bebe, e deixou Maria de Fátima porque ela todas as noites saía de casa para curtir a vida em farras, exigiu ficar com os filhos e com os poucos móveis de casa. Mas a sua intenção era outra: Logo vendeu a cama, o fogão e uma geladeira por preços irrisórios. Depois que ficou sem nada devolveu os filhos para o marido e foi embora para Caraúbas, onde se juntou com outro. Segundo Marcondes, ela ainda o procura, mas dizendo que quer levar os filhos para morar com ela.

Ajuda tem chegado depois do nosso apelo, mas é um paliativo, enquanto não se definir a situação dos filhos no programa Bolsa Família. Caso você queira dar um pouco para essa família, eles residem a Rua Farmacêutico José Neves S/N, bairro Santo Amaro, ou através do E-mail arquivovip@uol.com.br

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