segunda-feira, 5 de novembro de 2007

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O caso do padre Júlio Lancelotti, conselheiro fiscal do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, que acusa o ex-interno da Febem Anderson Batista de extorqui-lo por quase três anos, parece estar longe do fim. O inquérito policial que investiga supostos R$ 80 mil pagos pelo religioso ao ex-detento corre em segredo de Justiça. No entanto, os repasses federais feitos a entidade religiosa estão no sistema de contas do governo. Por meio de convênios com órgãos públicos, desde 2002, R$ 1,7 milhão já foi transferido dos cofres do Tesouro para a conta do centro social. Grande parte desse pagamento, pelo menos R$ 1,5 milhão, foi feito pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), vinculada à Presidência da República.
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