quarta-feira, 25 de julho de 2007

ENTREVISTA

Eu conversei ontem com o Secretário adjunto de Estado da Educação e Cultura, Marino Alves, que esteve em Alexandria visitando o terreno onde deverá ser construída a nova sede da Escola Estadual de 2º Grau 7 de Novembro. Entre os temas abordados, transporte escolar e as precárias condições da Escola Estadual Gov. Dinarte Mariz.

J. Gomes – Secretário, o documento que oficializa a doação do terreno para construção da Escola de 2º Grau já foi assinado pelas partes, prefeitura e Secretaria Estadual de Educação. Sabemos que existe urgência devido o crescimento das turmas do Núcleo da Universidade de Alexandria, onde impossibilita que o 2º grau permaneça estabelecido no mesmo colégio. Quando as obras vão começar?

Marino – Já chegamos aqui com o engenheiro e visitamos a terreno. Agora vamos fazer o projeto, porque Alexandria merece uma escola boa. Agora vem a licitação e oportunamente vamos dizer quando vai chegar à escola.

J. Gomes – O terreno de 10.000 m² vai corresponder com o projeto, ou seja, o estado está pensando em uma escola para o futuro?

Marino – A secretaria pensa em educação até 2.021. Eu estava conversando com o prefeito Alberto Patrício, reivindicando mais um pouco de terreno para construirmos uma escola para o futuro. Com 10 salas de aula ela atenderia a cidade, mas, com certeza, daqui a 10 ou 15 anos, iríamos precisar de mais salas.

J. Gomes - Você encontrou um outro problema que é o da Escola Dinarte Mariz (ver matéria) que foi construída em 1960 e nunca teve uma reforma. O que vai ser feito?

Marino – De imediato nós estamos fazendo uma recuperação na parte hidráulica e elétrica, o que era uma necessidade urgente. Mas, realmente a escola precisa de uma recuperação completa e de mais salas de aula. Nós estamos vendo a possibilidade de incluir na programação da secretaria essa ampliação e vamos ver se conseguimos viabilizar ainda este ano verbas que atendam essa situação.

J. Gomes – Pelo que percebemos a escola não pode esperar muito.

Marino – Sei que o prédio precisa passar por uma reforma urgente. Nós vamos ver se conseguimos juntar a reforma com ampliação de salas de aula. A gente percebe que a reforma é mais urgente, mas ambos são urgentes. A escola tem nome na cidade, foi dessa escola que saiu daqui várias lideranças, inclusive o prefeito da cidade. Então nós vamos ter que ter um carinho especial por ela com certeza.

J. Gomes – Um outro problema no município secretário, é o transporte escolar, os proprietários ameaçam até paralisar, devido os seis meses de atraso no repasse por parte do Governo do Estado. Porque esse atraso?

Marino – Algum motivo que eu não sei explicar, não foi feita a licitação do transporte escolar. Então não podíamos pagar uma empresa sem que haja licitação e só podemos indenizar depois que houver a licitação pra saber, exatamente, o preço justo para o qual nós vamos pagar. Então com a licitação feita, eu não sei quando foi feita porque eu não tenho esses dados aqui, aí nós vamos poder indenizar os transportadores durante o mês de fevereiro pra cá sem problema nenhum. Isso aí é uma prática legal que não podemos fazer diferente. Eu não posso hoje pagar, por exemplo, R$ 2 ou R$ 3 reais por um aluno se eu não sei na licitação quanto foram. Então estaria beneficiando ou prejudicando alguém. No momento que for concluída a licitação com os valores eu tenho como pagar legalmente a quem prestou serviço até hoje.

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