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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Depois que morreram ex-deputados receberam pagamentos da Assembleia Legislativa

m quatro anos, mais de 100 mil depósitos suspeitos foram parar nas contas bancárias de funcionários da Assembleia Legislativa de Alagoas. O desvio de dinheiro público pode passar dos R$ 70 milhões.
 
Pai, mãe e filha que moram em uma casa na periferia de Maceió são funcionários da Assembleia Legislativa de Alagoas. Nas contas bancárias de Joana d’Arc da Silva, do marido dela e da filha apareceram 277 depósitos suspeitos em um ano e meio, entre janeiro de 2012 e julho de 2013. No total, mais de R$ 1,6 milhão pago pela Assembléia
.
“Se entrou na minha conta, é meu”, disse. Joana ainda recebe o Bolsa-Família, o programa federal que atende pessoas pobres, com renda de até R$ 70 por mês. O caso da família Gouveia é só um dos que estão sendo investigados pelo Ministério Público.
 
De 2009 para cá, houve cerca de 108 mil depósitos suspeitos nas contas de funcionários do Poder Legislativo alagoano. O desvio pode passar dos R$ 70 milhões.

“Os vestígios são claros. Quem praticou essas ilicitudes não teve a preocupação em apagar os seus rastros”, disse o procurador geral da Justiça de Alagoas Sérgio Jucá.

O Fantástico teve acesso à folha de pagamento dos últimos quatro anos da Assembleia de Alagoas. Há indícios de várias irregularidades. Por exemplo: mesmo depois de morrerem, dois ex-deputados receberam salários durante três meses. Também tem gente bem viva acusada de ganhar duas, três vezes mais que o salário oficial. E há os fantasmas: funcionários que recebem, mas não trabalham.

“Existe, na Assembleia Legislativa, um bando de parasitas, servidores que não sabem nem onde fica a Assembleia Legislativa, que nunca deram um dia de trabalho”, afirma o procurador.
(G1)

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