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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Você acha que só no Brasil tem eleição eletrônica?

Quantas vezes você ouviu a frase: “A eleição brasileira é a mais moderna do mundo”? Pois saiba que isso não passa de uma lenda. Existem vários países que adotaram o voto eletrônico, e alguns com tecnologia mais avançada do que a brasileira. 

O Brasil foi sim um dos pioneiros na criação da urna eletrônica, só que o equipamento pouco evoluiu desde a sua criação, em 1995. A configuração dela é extremamente simples, visando baratear o custo e consumir pouca energia elétrica: Processador padrão X86, Memória de até 256 Mbytes, monitor LCD e bateria interna com até 12h de autonomia. 

A Índia começou a usar sua máquina de votação eletrônica pouco tempo depois, em 1999. O dispositivo é bastante simples, assemelhando-se a um teclado, onde cada tecla tem um símbolo que corresponde a um candidato (para facilitar a votação do quase 1/3 dos analfabetos do país). Assim como o Brasil, 100% da votação é hoje realizada usando este aparelho, mas pelo fato de ter maior quantidade de eleitores, ela se torna a maior votação eletrônica do mundo. Outros países como Venezuela, Estados Unidos e Holanda também usam parcialmente a urna eletrônica. 
Urna eletrônica da Índia
Mas existe quem seja mais avançado ainda. No Reino Unido, Estônia e Suíça os eleitores podem votar pela internet. Assim como nas eleições para prefeito no Canadá e nas eleições primárias nos Estados Unidos (em alguns estados). Nesses locais, o voto pode ser registrado até usando celular! 

Urna eletrônica dos EUA
Mas como funciona esse voto pela internet? Na Suíça, por exemplo, os eleitores recebem em casa uma senha para que possa acessar o sistema de voto. Já na Estônia, cada cidadão possui um cartão de identidade que possui um microchip que pode ser lido pelo computador e identificá-lo, permitindo acesso ao site de votação, funcionando como um certificado digital. Desta forma, eles podem votar em qualquer lugar do mundo em que estejam, sem precisar cadastramento ou burocracias, como as vistas aqui, onde quem está simplesmente fora de sua cidade não pode sequer votar para governador. 

Apesar de ser um sucesso em muitos países, nem todos querem aderir ao voto eletrônico. A Alemanha, por exemplo, tem um caso curioso. Eles testaram o uso de urnas eletrônicas fabricadas na Holanda, mas após a descoberta da invasão de um hacker holandês em 2006, os alemães preferiram voltar ao voto de papel, por achar mais seguro. Ainda assim, o governo alemão está estudando formas mais seguras de voto eletrônico. 

Urna eletrônica da Venezuela
Realmente, a segurança do voto eletrônico não é 100% garantido. Vários países ainda hoje usam cédulas eleitorais não por falta de tecnologia, mas de confiança. Analistas afirmam que as eleições venezuelanas comprovaram que a urna eletrônica é fácil de ser fraudada e muito difícil de ser comprovada. Não é à toa que o país se negou a ter uma auditoria estrangeira da votação. 

Aqui no Brasil, o TSE investe 200 milhões de reais em segurança. Ainda assim, o sistema simplesmente não permite a recontagem dos votos e alguns programas são uma verdadeira caixa preta, onde não é possível fazer auditoria externa. Aqui não há nenhum debate sobre o assunto. Simplesmente aceitamos que é segura e pronto. 

Urna eletrônica da Austrália
Uma iniciativa australiana pode fazer com que a segurança seja cada vez maior na eleição. Ao invés de esconder dos eleitores o sistema de votação, o governo da Austrália decidiu fazer com que o sistema fosse open source. Assim qualquer pessoa pode entrar no código e verificar a sua segurança, além de contribuir para sua melhoria. A transparência é total. As urnas eletrônicas ainda estão em testes no país, mas a ideia poderá ser futuramente copiada por outros países. 

No final das contas, o meio que é usado para a votação é na verdade o menos importante. O que realmente importa é que a população vote com consciência, analise as propostas, e escolha os candidatos que realmente acha que podem trazer benefícios para sua comunidade, cidade e país.Voto de protesto em pessoas visivelmente incapacitadas para ocupar o cargo é algo inaceitável. E que os leitores não cometam esse erro.

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